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Gouveia e Melo defende independência do Presidente e responsabilização do Estado, em visita a Trás-os-Montes

09 Jan, 2026

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo visitou o concelho de Mirandela, no distrito de Bragança. Esteve no mercado municipal e na Feira de Mirandela, onde manteve contacto direto com a população e comerciantes.

Em declarações aos jornalistas, defendeu que o papel do Presidente da República deve ser o de “meter o dedo na ferida” e enfrentar os problemas do país com clareza, rejeitando o que classificou como “conversa redonda”.

Questionado sobre o que deve fazer um chefe de Estado para resolver os problemas dos portugueses, Gouveia e Melo sublinhou a importância da independência e da frontalidade. “Independência é a capacidade de defender os portugueses e de falar sobre assuntos que são importantes para os portugueses”, afirmou, criticando candidatos que evitam determinados temas por receio de incomodar o poder político. Para o almirante, todas as instituições, Assembleia da República, Governo, justiça e Presidência, existem para servir os cidadãos.

Confrontado com casos recentes de falhas no socorro de emergência, que resultaram em mortes, Gouveia e Melo apresentou condolências às famílias das vítimas e rejeitou a indecisão como forma de governação, considerando-a uma das principais fragilidades do sistema político atual. “Os problemas arrastam-se, não se resolvem, e depois vendem-se perfis de indecisão e de generalidades para a Presidência da República”, criticou, alertando para o impacto dessas falhas na confiança dos cidadãos nas instituições democráticas.
Ainda em Trás-os-Montes, o candidato visitou os Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, onde deixou criticas à partidarização da gestão da administração pública. Para Gouveia e Melo, a excessiva politização compromete a eficácia do Estado, ao substituir critérios profissionais por lógicas partidárias. “O problema não é a falta de investimento, mas sim escolhas erradas, partidarizadas, que afetam a liderança e a organização”, sustentou, defendendo responsabilização ao mais alto nível governativo.

Durante a visita a Macedo de Cavaleiros, o candidato depositou uma coroa de flores no monumento aos antigos combatentes, lembrando que Portugal falhou durante décadas no reconhecimento do sacrifício daqueles que combateram pelo país, incluindo militares que serviram nas guerras do ultramar. “Um povo que não preserva a sua memória compromete o seu presente e o seu futuro”, afirmou, considerando indigno o abandono a que muitos combatentes foram sujeitos.
A jornada prosseguiu com uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Valpaços e culminou num jantar com centenas de apoiantes em Fafe, onde os intervenientes elogiaram a sua liderança, independência e capacidade de unir o país acima das divisões partidárias.

Em representação do movimento jovem, Mariana Araújo, empreendedora, destacou os valores da resiliência familiar, disciplina, mérito e coragem, sublinhando a importância de reconhecer o esforço individual e de garantir regras iguais para todos. Referindo a sua experiência como estudante e trabalhadora no Reino Unido, defendeu que Portugal enfrenta tempos de grande pressão externa e precisa de líderes capazes de assumir responsabilidades e de orientar o país com clareza. Para a jovem apoiante, “a liderança vem do serviço” e deve funcionar como “um farol entre o medo e a esperança”.

Victor Matos, presidente da Junta da Costa, em Guimarães, e vice-presidente do CDS, descreveu Gouveia e Melo como um homem com provas dadas no serviço público, capaz de congregar a sociedade para lá das fronteiras partidárias. Defendeu que a função de Presidente da República deve ser exercida por alguém que una e agregue, sublinhando que a Constituição não exige experiência partidária para o cargo. Na sua perspetiva, o almirante representa um presidente ativo, com voz firme e capacidade de mobilizar o país.

O coordenador regional Norte da candidatura, Carlos Caneja Amorim, reforçou a dimensão cívica do projeto presidencial, afirmando que Gouveia e Melo “fala, promete e cumpre” e que a sua candidatura surgiu como um movimento da sociedade civil à espera de liderança. Destacou ainda a necessidade de um novo modelo económico e a atenção dada à juventude, referindo que o candidato percorre o Norte do país para ouvir as pessoas e definir uma agenda próxima das realidades locais.
Também Palmira Lobo, conselheira nacional do PSD, reafirmou publicamente o seu apoio à candidatura de Henrique Gouveia e Melo, explicando que votou contra a indicação de Marques Mendes como candidato presidencial apoiado pelo PSD. Sublinhou a integridade, o espírito de missão e a prioridade dada ao interesse nacional, considerando que a confiança transmitida pelo almirante é um garante de progresso, estabilidade e coesão social.

No seu discurso, Henrique Gouveia e Melo agradeceu o apoio recebido, em particular dos jovens e da comissão de honra, que são todos os portugueses, reiterando que a sua prioridade é Portugal, acima de partidos ou interesses individuais. Inspirando-se nos ensinamentos de Francisco Sá Carneiro, defendeu um Estado com forte componente social e criticou o que classificou como um “pântano de interesses partidários” instalado na administração pública, responsável por crises de liderança e de organização, nomeadamente na área da saúde.

O candidato rejeitou soluções baseadas apenas em mais investimento, defendendo antes uma reforma profunda do Estado, com gestão profissional, eficiência e transparência, livre de clientelas políticas. Recordou o processo de vacinação contra a covid-19 como exemplo de liderança independente e eficaz, sublinhando que a sua candidatura não é partidária, mas sim uma proposta de esperança, coesão e mudança para todos os portugueses.

Gouveia e Melo concluiu afirmando que a sua experiência é a de servir Portugal ao longo de décadas, sem interesses pessoais ou partidários, garantindo que os portugueses podem contar com a sua determinação, capacidade de decisão e compromisso exclusivo com o interesse nacional.