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Gouveia e Melo sublinha necessidade de uma Presidência equilibrada e focada nos resultados

09 Jan, 2026

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo esteve esta sexta-feira no norte e centro do país, onde reforçou a sua posição como candidato independente à Presidência da República, assumindo que o seu principal opositor na corrida a Belém “é o sistema partidário” e acusando os partidos de tentarem condicionar o voto dos portugueses nas eleições presidenciais.

Durante uma visita ao Mercado Municipal e à Feira Semanal de Viana do Castelo, Gouveia e Melo criticou a forte presença das estruturas partidárias na campanha, defendendo que os partidos não devem procurar controlar também a Presidência da República. Na sua perspetiva, essa tentativa contraria o espírito da Constituição, que já entrega aos partidos o poder legislativo e o executivo.

“No fundo, parece que os partidos querem controlar o voto dos portugueses. Devem disputar eleições legislativas, formar governos e exercer o poder executivo. Mas quererem também controlar a Presidência da República parece-me errado”, afirmou aos jornalistas.

Questionado sobre os seus principais adversários, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada considerou que estes não têm dimensão política própria, sublinhando que dependem do apoio partidário para se afirmarem. “Se tivessem valor intrínseco, não precisavam do partido para nada”, declarou, afastando comparações com antigos Presidentes da República como Mário Soares ou Cavaco Silva.

Gouveia e Melo manifestou confiança de que irá passar à segunda volta das eleições presidenciais, considerando esse o cenário mais provável. Na sua leitura, a campanha está a assumir contornos semelhantes a umas legislativas, com partidos a mobilizarem-se para travar uma candidatura independente.

Ainda em Viana do Castelo, o candidato criticou o que classificou como demagogia no sistema político, apontando exemplos recentes na área da saúde. Referindo-se a casos de cidadãos que morreram por falta de socorro atempado, acusou o Governo de apresentar anúncios repetidos e medidas já prometidas no passado, sem resolver problemas estruturais.

“A população portuguesa está a exigir governação com coisas concretas, não com proclamações para as televisões. Isso é que não pode continuar”, frisou.

Gouveia e Melo garantiu que, se for eleito Presidente da República, será crítico em relação ao Governo sempre que considerar que este está a errar, mas afastou qualquer intenção de instabilidade política. “Sou crítico não para derrubar, mas para melhorar a governação”, afirmou, alertando para os riscos de um clima de cinismo político em que as soluções para os problemas são sistematicamente adiadas.

Ao longo do dia, o candidato passou ainda por Guimarães e Braga, mantendo contactos com a população, e seguiu para Aveiro, onde participou na tradicional Festa de São Gonçalinho e num jantar com apoiantes. No encontro, várias intervenções destacaram o carácter independente e suprapartidário da candidatura, sublinhando a experiência de Gouveia e Melo em contextos de crise e a sua capacidade para unir o país num momento de fragmentação política.

José Eduardo Garrido, membro do movimento jovem Portugal Tem Futuro, defendeu a necessidade de um Presidente da República com autoridade internacional comprovada, forjado em contextos de crise e dotado de autoritas e gravitas, características que, segundo afirmou, resultam também de uma longa carreira militar. Destacou ainda a importância de uma candidatura independente de vícios partidários e assumidamente atlântica, que coloque Portugal no centro do espaço ocidental e do mundo, valorizando a sua posição geoestratégica. Para o jovem apoiante, Gouveia e Melo representa um fator de estabilidade e coerência num contexto de incerteza, capaz de conter os populismos e defender a democracia com firmeza.

Também João Rebelo Martins, coordenador da região Centro da candidatura, salientou o caráter independente e suprapartidário do projeto, elogiando a coragem dos apoiantes que se associaram a uma candidatura que classificou como séria e assente em provas dadas. Considerou que Gouveia e Melo reúne uma experiência ímpar nas funções essenciais do cargo presidencial, como o respeito pela Constituição, a definição de objetivos geoestratégicos e a representação diplomática do Estado português, contrapondo as críticas à sua falta de experiência.

A mandatária distrital por Aveiro, Maria de Lurdes Breu, evocou a luta pela emancipação das mulheres e a importância do 25 de Abril de 1974, defendendo que a candidatura de Gouveia e Melo representa a preparação necessária para o exercício do cargo. “Temos de derrubar algumas muralhas para conseguirmos uma vitória”, afirmou, sublinhando a convicção de que o almirante é o candidato mais preparado.

Já Mónica Quintela, advogada e mandatária da candidatura no distrito de Coimbra, destacou o caráter cívico do movimento de apoio, sublinhando que os presentes não foram mobilizados por estruturas partidárias, mas por vontade própria, provenientes de diferentes quadrantes políticos. Referindo-se ao atual contexto político, marcado por uma Assembleia da República fragmentada, defendeu a necessidade de um Presidente da República que seja “o fiel da balança”, conforme previsto na Constituição. Considerou ainda que Gouveia e Melo é capaz de captar “o descontentamento de cidadãos desencantados com o sistema político”, evitando que esse mal-estar alimente fenómenos populistas, defendendo uma democracia equilibrada, moderada, humanista e com coesão social.

Segundo Mónica Quintela, o candidato representa o centro de equilíbrio, defendendo a liberdade económica aliada à justiça social e
ao elevador social, sublinhando a sua independência face a interesses partidários. “Não se candidata para pagar favores, mas para servir os portugueses”, afirmou.
No encerramento, perante mais uma sala repleta de apoiantes, Henrique Gouveia e Melo afirmou sentir-se preparado para defender os interesses dos portugueses e para dirimir conflitos entre partidos, sublinhando a sua independência política.

Por fim, apelou aos eleitores que irão votar antecipadamente este domingo para que reflitam sobre a sua escolha, incentivando-os a votar para “escolherem o novo Portugal”.