Henrique Gouveia e Melo foi recebido em clima de grande euforia e reconhecimento, este sábado, numa visita à Feira da Senhora da Hora, em Matosinhos, onde manteve contacto direto com comerciantes e população.
A jornada prosseguiu com um almoço de apoiantes em Famalicão, que contou com forte mobilização. Em representação do Movimento Jovem, Simão Costa, famalicense e militante do PSD, sublinhou que Gouveia e Melo é um candidato que respeita os valores da social-democracia. Arlindo Ferreira, coordenador local da candidatura, destacou a autenticidade do percurso do almirante, deixando mensagens de encorajamento para a continuação do caminho traçado, enquanto Vieira de Castro, mandatário em Famalicão, reforçou o apoio local candidatura. Do almirante na reserva.
Presente no encontro, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, salientou a exigência do percurso profissional de Gouveia e Melo, destacando o papel desempenhado no processo de vacinação contra a covid-19 como “exemplo de capacidade de liderança em contextos exigentes”.
No mesmo almoço, o mandatário nacional da candidatura, Rui Rio, afirmou que o melhor Presidente da República não é “aquele que fala mais tempo sem dizer nada, nem quem recorre ao populismo ou à exposição mediática”. Rio defendeu antes a necessidade de um chefe de Estado “sério, responsável e capaz de exercer o cargo com substância”, sublinhando que “o Palácio de Belém não deve ser confundido com um espaço de entretenimento”.
Na sua intervenção, Gouveia e Melo afirmou posicionar-se “ideologicamente ao centro”, mas rejeitou o que designou como “centrão dos interesses”. Defendeu uma candidatura assente na independência e na responsabilidade, considerando que o país precisa de um Presidente livre de condicionamentos partidários e capaz de assumir decisões difíceis.
Durante a tarde, o candidato esteve em contacto com a população em Santo Tirso. Em declarações aos jornalistas, criticou abordagens excessivamente genéricas na política, defendendo uma atitude exigente no exercício da causa pública. Sublinhou que ser moderado não significa ser indeciso, evocando a sua experiência ao longo da vida profissional, nomeadamente durante a coordenação do plano de vacinação contra a covid-19, como exemplo de decisões tomadas em contextos de elevada pressão.
Questionado sobre segurança interna, após visitas a um quartel da GNR e esquadra da PSP, Gouveia e Melo valorizou o papel das forças de segurança, tendo alertado para as dificuldades no recrutamento das forças de segurança e para fenómenos que exigem atenção, como a delinquência juvenil, a criminalidade associada à droga, a entrada de dinheiro ilícito e a violência doméstica. O candidato destacou no entanto que Portugal continua a ser um país seguro e que o Presidente da República deve transmitir tranquilidade aos cidadãos, sem ignorar sinais de alerta.
Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, que se juntou à campanha em Santo Tirso, considerou que Gouveia e Melo se distingue dos restantes candidatos por não procurar assegurar votos partidários, mas sim o apoio direto dos portugueses. Para Isaltino Morais, “esta característica torna a candidatura singular num contexto em que a maioria dos partidos apresenta candidatos próprios”.
A jornada terminou com uma visita à Casa da Rua, no Porto, e um jantar com apoiantes em Penafiel. Nas intervenções, Pedro Panzina, mandatário de Valongo, manifestou apoio inequívoco ao candidato, defendendo que Portugal precisa do seu contributo, enquanto Eduardo Baptista Correia, professor universitário e apoiante, destacou a relevância de uma liderança independente e competente.
No discurso de encerramento, Gouveia e Melo voltou a sublinhar a importância de um Presidente da República capaz de equilibrar o sistema político, defender o interesse nacional e contribuir para a renovação do funcionamento do Estado, rejeitando soluções adiadas e defendendo uma governação com qualidade, responsabilidade e prestação de contas. Gouveia e Melo terminou a sua intervenção com um apelo ao voto: “Escolher é um ato de cidadania e de responsabilidade. Apelo a todos que saiam para votar! Portugal precisa de um novo rumo, e a mudança começa com a vossa decisão”.