Henrique Gouveia e Melo começou o primeiro dia de campanha, este domingo, na Feira do Relógio, em Lisboa, onde defendeu que a decisão central que os portugueses terão de tomar nas próximas eleições presidenciais é a escolha do perfil do Presidente da República que desejam para o país.
Em declarações aos jornalistas, sublinhou que mais do que programas ou promessas, está em causa a personalidade, a forma de estar, as capacidades e o percurso de quem irá ocupar o cargo.
“A coisa mais importante que os portugueses vão ter de decidir é o perfil do presidente que querem. Quais são as capacidades, a maneira de estar, a personalidade e também o passado. É isso que os portugueses vão ter de decidir a partir de agora”, afirmou.
Gouveia e Melo recordou ainda que a Presidência da República não é um cargo executivo, mas sim um lugar de influência, que pode ser positiva, neutra ou, em casos extremos, negativa para o sistema democrático. “Eu pretendo ser uma influência positiva”, garantiu.
O dia ficou ainda marcado pelo almoço de lançamento da campanha à Presidência da República, que decorreu no Bairro da Boavista, em Lisboa, reunindo apoiantes e representantes do movimento jovem.
Na sua intervenção, Júlia Araújo, uma das coordenadora do Movimento Jovem “Portugal tem Futuro”, destacou que os jovens defendem um país assente no rigor, na responsabilidade e na liderança pelo exemplo. “A minha geração não pede privilégios. Pede exigência, justiça e responsabilidade”, afirmou, sublinhando que Henrique Gouveia e Melo representa uma liderança que “prova antes de prometer, decide nos momentos difíceis e mobiliza pelo exemplo.”
Também Carlos Carreiras, apoiante da candidatura, salientou a necessidade de Portugal ter uma liderança inspiradora, com capacidade de mobilização e de convocatória, capaz de colocar o país num rumo comum. Para o ex-autarca, Gouveia e Melo corporiza essa capacidade e representa esperança, um fator essencial num momento de incerteza e desafios complexos.
Rui Rio, mandatário nacional da candidatura, abordou o descontentamento dos portugueses face à ineficácia de muitos serviços públicos, reconhecendo que esse sentimento está na base de grande parte da insatisfação social. Alertou, no entanto, que “o desenvolvimento não se faz através do facilitismo, mas sim com responsabilidade e rigor”. Defendeu a necessidade de um Presidente da República “livre, independente e corajoso, acima de interesses instalados”, capaz de incentivar e pressionar a governação quando necessário.
“Na Presidência da República precisamos de alguém sem amarras, e esse alguém é Gouveia e Melo”, afirmou.
No encerramento do encontro, Henrique Gouveia e Melo sublinhou que ser Presidente da República é uma grande responsabilidade, num país já marcado por divisões no sistema partidário. Assumindo-se como democrata, frisou não ser contra os partidos, mas alertou para os perigos que a opacidade e as relações escondidas podem representar para a democracia, corroendo a confiança dos cidadãos nas instituições.
“Em tempos de ruído, trago serenidade. Em tempos de divisão, trago união. Em tempos de interesses particulares, trago o interesse comum, o interesse de Portugal e de todos os portugueses. E quando a opacidade toma conta de muitos discursos, eu trago clareza e transparência”, afirmou.
O candidato apresentou ainda as quatro grandes causas que pretende defender na sua candidatura: um novo contrato social, um Estado renovado, um Portugal com mais segurança e uma economia para o século XXI, capaz de criar e distribuir riqueza, colocando as pessoas no centro do desenvolvimento.