NOTÍCIAS

“Portugal está estagnado e precisa de soluções novas”- Gouveia e Melo defende um Presidente árbitro do sistema e apela a soluções com resultados para os portugueses

06 Jan, 2026

A campanha de Henrique Gouveia e Melo prossegue em força pelo interior do país. Em Campo Maior, Portalegre, Viseu e Castro Daire, o candidato contactou com trabalhadores, profissionais de saúde, empresários e apoiantes, reforçando a sua visão de uma Presidência da República equilibrada, independente e orientada para resultados concretos.

Em Campo Maior, durante uma visita à Delta Cafés, o candidato sublinhou que, se for eleito Presidente da República, manterá uma relação “construtiva e institucional” com o Governo, defendendo um papel de equilíbrio no sistema político.

Para Gouveia e Melo, Portugal precisa de um Presidente que seja “árbitro do sistema”, rejeitando tanto a subserviência ao Governo como uma postura de oposição sistemática. “Ser uma marioneta de um Governo não é bom para o sistema, mas também não me parece positivo escolher alguém que vá para Belém apenas para contrariar o Governo”, afirmou, considerando que na atual corrida presidencial existem candidatos claramente ligados ao sistema partidário, com agendas alinhadas ou contra o Executivo.

Já em Portalegre, na visita ao Hospital Dr. José Maria Grande, Gouveia e Melo manifestou concordância com a decisão do Presidente da República de devolver três decretos-lei relacionados com a área da saúde, defendendo processos de negociação transparentes e inclusivos. O candidato sublinhou que a negociação não deve ser opaca e deve envolver todos os atores do sistema, reconhecendo que o setor da saúde enfrenta problemas profundos de gestão e organização. “Os portugueses estão cansados de promessas. Querem soluções e resultados”, afirmou, acrescentando que, apesar da importância da magistratura de influência, devem ser sempre privilegiadas as soluções institucionais e a estabilidade do sistema.

A passagem por Viseu incluiu uma visita ao Hospital de São Teotónio e contacto direto com a população, momento em que evocou a figura de Francisco Sá Carneiro, destacando o seu legado social-democrata, mas alertando para tentativas de apropriação do seu nome nesta campanha.

Tal como Sá Carneiro, Gouveia e Melo defende uma economia desenvolvida com uma forte preocupação social. “O mercado resolve grande parte dos problemas, mas sem um Estado regulador e sem um Estado social que garanta os elevadores sociais, a sociedade enfraquece com o tempo”, advertiu, criticando visões neoliberais que ignoram estas dimensões.

O dia terminou numa sala cheia de apoiantes em Castro Daire, onde várias intervenções reforçaram a necessidade de um Presidente independente e com visão estratégica. Francisca Moutinho, médica e membro do Movimento Jovem, destacou que, jovens de todo o país, com percursos e ideologias diferentes, estão unidos por um Portugal mais coeso e com mais oportunidades, alertando para um “elevador social avariado” e para as desigualdades entre interior e litoral, que resultam de opções políticas.

André Marques da Cunha, mandatário concelhio de Viseu, contrapôs o carreirismo político ao percurso de serviço ao coletivo de Gouveia e Melo, enquanto Correia de Campos, mandatário distrital, defendeu que o país precisa de um Presidente com visão estratégica, consciência social e capacidade para defender Portugal dentro e fora de portas, sendo Henrique Gouveia e Melo o único candidato com o perfil certo.

Na sua intervenção, o candidato presidencial reiterou que se candidata para unir e não dividir os portugueses, recusando falsas promessas e assumindo o compromisso de contrariar a estagnação do país.

Criticou soluções antigas apresentadas como novas por candidatos do sistema, e defendeu que o equilíbrio presidencial não se faz com uma lógica partidária, mas com isenção e independência. “Não respondo a nenhuma lealdade partidária nem a interesses instalados. Respondo apenas aos portugueses, que querem um Presidente exigente com a governação e uma voz de união no sistema político”, concluiu.