Nesta segunda volta, assumo, com sentido de responsabilidade, a minha opção de voto, que encaro como um voto útil ao serviço de Portugal.
Faço-o com a mesma coerência democrática que sempre defendi: uma Presidência suprapartidária, moderada, focada na estabilidade institucional e no interesse nacional — e não em agendas partidárias ou ambições futuras.
Vivemos um momento exigente. A ordem internacional baseada em regras está sob ameaça. Países como Portugal, pequenos, mas com relevância estratégica, não podem ficar reféns da lógica da força. Precisamos de um alinhamento atlântico e europeu firme, mas também de autonomia, pensamento crítico e capacidade própria.
No plano da Defesa, não podemos improvisar nem repetir erros do passado. Temos de aprender com a guerra na Ucrânia, investir em tecnologia do século XXI, fortalecer a indústria nacional e recusar soluções ultrapassadas que drenam recursos públicos sem reforçar verdadeiramente as capacidades do país.
É preocupante o crescimento do radicalismo e da polarização da sociedade portuguesa, alimentados por incapacidades e desresponsabilização política, por desigualdades persistentes, falta de oportunidades, dificuldades sociais profundas, falsas perceções propagadas nas redes sociais e nos media, e por uma justiça lenta que mina a confiança dos cidadãos.
O extremar das posições não nasce do acaso: nasce do sentimento de abandono, da perceção de injustiça e da incapacidade da política em responder aos problemas reais das pessoas.
Assisto, com preocupação, ao empobrecimento do debate político e ao afastamento crescente de muitos cidadãos da democracia.
Assim, avaliando o posicionamento dos candidatos, e na convicção de que um se procura afirmar sobretudo como alternativa governativa, o meu voto útil será no Dr. António José Seguro.
Aos portugueses que confiaram em mim como candidato independente, deixo esta posição como contributo para uma escolha consciente e esclarecida.
Viva Portugal
Henrique Gouveia e Melo