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Gouveia e Melo reforça defesa da coesão social e da descentralização em visita a São Miguel

27 Dez, 2025

Henrique Gouveia e Melo passou o dia na ilha de São Miguel, nos Açores, num programa marcado pelo contacto direto com a população e pela valorização do património económico e cultural da região. A agenda incluiu uma passagem por Rabo de Peixe, onde conversou com moradores e comerciantes locais, a visita à fábrica de Chá Gorreana, um dos símbolos da produção regional, e ao presépio das Caldeiras. O dia terminou com contacto com a população no centro de Ponta Delgada, no Café Central.

Em declarações aos jornalistas, o candidato à Presidência da República afirmou que o seu pensamento político se enquadra na social-democracia, conjugando preocupações económicas com uma forte dimensão social. Sublinhou a importância de ter cuidado com as expressões utilizadas no debate público, recordando que foi alvo de críticas ainda antes de assumir formalmente a candidatura, o que, segundo referiu, deu origem a um processo de exposição pública intensa. Garantiu não ter intenção de fazer ataques pessoais, mas defendeu a necessidade de transparência na vida política.

Gouveia e Melo destacou que os desafios do país devem ser analisados de forma integrada. Recordou que o papel do Presidente da República está claramente definido na Constituição, mas sublinhou que há um fator determinante que vai além das funções formais: o perfil de quem ocupa o cargo e a sua capacidade de corresponder às expectativas dos portugueses.

O candidato reforçou que numa eleição presidencial está em causa a escolha de uma pessoa e não de um partido, defendendo que um Presidente não deve ser nem uma marioneta nem uma força de bloqueio. Para Gouveia e Melo, o essencial é que o chefe de Estado tenha capacidade para organizar, motivar, unir e contribuir para o interesse nacional, colocando as qualidades pessoais no centro do exercício do cargo.

Manifestou ainda a sua posição favorável a uma maior descentralização, por considerar que os problemas devem ser resolvidos o mais próximo possível das pessoas. Defendeu que muitas matérias devem ser delegadas em quem está no terreno e lida diariamente com as dificuldades das populações, apontando este caminho como essencial para uma governação mais eficaz e humana.

Por fim, destacou o combate à pobreza estrutural como uma das grandes prioridades do próximo Presidente da República, sublinhando que sem coesão social não será possível colocar Portugal num caminho sustentado de desenvolvimento. Segundo afirmou, só com todos e para todos será possível transformar o país e garantir um futuro mais justo e equilibrado.