Henrique Gouveia e Melo participou no Ciclo de Jantares Presidenciais 2026, promovido pelo Círculo Eça de Queiroz (CEQ) em parceria com a Associação Portugal XXI. O encontro, em formato de tertúlia, foi uma oportunidade para refletir sobre o futuro do país e os grandes desafios que se colocam à sociedade portuguesa.

Numa intervenção marcada pela análise geopolítica, o candidato alertou para os riscos da atual conjuntura internacional. “Vivemos um momento em que fatores externos, como o conflito na Europa, podem influenciar profundamente a construção europeia, condicionar a evolução da NATO e a nossa segurança coletiva, mas também acelerar a transição para uma nova ordem mundial que não sabemos como poderá resultar”, afirmou, alertando para o perigo de uma realidade distópica.
Gouveia e Melo destacou ainda que o atlantismo europeu, hoje centrado no leste pela invasão russa da Ucrânia, pode tornar Portugal mais periférico no contexto global. “As relações entre países já não se resumem apenas ao direito internacional, mas a uma lógica de poder e de interesses em torno das grandes potências”, referiu.
Acrescentou ainda que a ascensão do radicalismo, sobretudo à direita, representa uma ameaça acrescida à estabilidade democrática: “Portugal não está imune a estas tendências.”

Na dimensão interna, defendeu uma economia mais diversificada, baseada em conhecimento e tecnologia, capaz de reter jovens talentos que hoje são absorvidos por outros países europeus. Para o candidato, a inércia do sistema e a falta de coragem política têm travado a transformação necessária para garantir prosperidade e equidade. “A autocracia é má por natureza. Acredito na democracia, e é no centro que estão as soluções”, sublinhou.

Questionado sobre a motivação da sua candidatura, Gouveia e Melo reforçou a necessidade de restaurar a confiança dos portugueses na política: “Portugal precisa de algo diferente, capaz de unir e de devolver credibilidade às instituições. É por isso que me defino como um democrata, um defensor das instituições e de uma Presidência que une em vez de dividir.”

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